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Em busca da felicidade

Nem sempre tomo as opções mais acertadas, nem dou o meu melhor...é a verdade...
Há certas coisas das quais nunca desisto, independentemente das dificuldades...coisas para as quais luto com unhas e dentes, para as quais dou tudo.
E depois há outras coisas que são tão importantes para mim e no entanto não faço nada por elas...ou quase nada. Fico à espera que as coisas me caiam do céu, e enquanto forem caindo, enquanto outras pessoas forem fazendo por mim, deixo-me ficar...no comodismo de me convencer a mim própria de que não sou capaz.

Já sei por experiência que as coisas não se conseguem assim logo à primeira. Já sei que a felicidade é algo que dá trabalho, que não se alcança assim de qualquer forma.
Se ainda há pouco tempo escrevia aqui que andava feliz, pois a verdade é que essa felicidade não chegou de um dia para o outro...deu trabalho, paciência, esforço. Foi preciso lutar, foi preciso tentar e tentar, aos pouquinhos. E mesmo quando não parecia haver hipótese, não deixei de tentar nem desisti.

No entanto, no que toca a outros assuntos que tenho também muito a peito, nunca me esforcei dessa forma.
E isso não é lutar por mim...não é lutar pela minha felicidade. E não pode ser!

Já tentaram muitas vezes incentivar-me, apoiar-me, das formas mais diversas...com carinho, com compreensão...e que fiz eu? Ouvi e convenci-me de que iria mudar isso...."amanhã".
A questão é que não pode haver amanhã nestas coisas. Amanhã já as oportunidades passaram, amanhã já é tarde. E demorei a entender isso, ou pelo menos a po-lo em prática.

Poderia dizer agora que estou decidida a fazer aquilo que é preciso, e não estaria a mentir. Mas não quero dizê-lo. Porque fazer não é o suficiente, são precisos resultados também. E por isso não irei aqui dizer nada disso.

A altura há de chegar em que eu voltar com boas notícias, com provas de que realmente me fiz à vida. E nesse dia, sim, farei aqui a festa convosco.

Obrigada pelo apoio de quem me quer bem.
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Rapidamente...

Um post muito rápido para vos dizer o seguinte....

ANDO FELIZ....

E tudo graças a este pé...e ao resto do corpo que a ele está agarrado.... 

Como dizemos em francês..."c'est le pieds!!" :D
Obrigada "pézinho" por me ter demonstrado que vale sempre a pena lutar e nunca desistir!!

    
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Dia da criança

Parece que é hoje...
Eu diria que é todos os dias!
O dia da criança é principalmente para as crianças, obviamente. Toneladas de actividades e celebrações especiais para elas, e elas merecem sim senhores. No entanto, não tendo filhos nem tendo os meus sobrinhos ou crianças próximas de mim, as crianças de que mais me lembro são mesmos as crianças adultas que conheço, a começar por mim claro.

Pessoalmente, sou criança demais, é um facto. No entanto, é tão importante sabermos guardar a criança que existe em nós - embora sempre com peso e medida. Em alguns de nós, essa criança faz birrinhas, faz beicinho, é egoísta e ciumenta, etc etc...
Mas é também essa criança que nos faz rir à gargalhada como se não houvesse amanhã, é essa criança que nos faz pedir e dar muitos miminhos às pessoas de quem gostamos...é esse criança que nos permite fugir um pouco da realidade também. Não precisamos estar a brincar com crianças para nos apetecer de repente fazer palhaçadas ou fazer caretas.

Eu sou provavelmente a adulta mais criança que conheço e muito embora saiba que isso por vezes me prejudica a mim mas também a quem em rodeia, sei igualmente que é graças a essa criança que continuo a sorrir todos os dias e que consigo por vezes fazer sorrir as pessoas de quem gosto.
É a criança em mim que me puxa pelo braço para ir comprar gomas e trincá-las com o mesmo ânimo como quando tinha 5 anos. É ela também que me faz acreditar nas pessoas, que me faz sempre procurar o melhor nelas, que me faz ter capacidade de perdoar e seguir em frente.

É a criança em mim que me ensinou finalmente a caminhar pela rua sem me preocupar com os olhares alheios, que me faz cantar alto mesmo que a sala esteja cheia.
E mais que tudo...sei que o sorriso que trago na cara todos os dias continua a ser o da criança que já fui e continuo a ser.

Todos somos crianças grandes e é uma pena quando se tenta abafar essa criança e escondê-la...é ela que nos deixa ver desenhos nas nuvens no céu, é ela que nos faz rir quando comemos algodão doce e ficamos com a cara lambuzada de açúcar...é ela que nos faz rir ao ver os desenhos animados dos anos 60 na televisão.

Eu amo essa criança e amo a criança que existe nas pessoas de quem mais gosto!!

Agora, façam o favor de ser felizes e principalmente....de rir!!
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Crédula demais

Certas pessoas não merecem a nossa confiança.

Tenho vindo a descobrir isso com os anos. Tenho tendência a ser bastante inocente e crédula e acredito sempre que as pessoas são boas, até que me provem o contrário. Tal como as crianças, acredito sempre que as pessoas só têm boas intenções. Até que me apercebo que muitas vezes é um erro. Certas pessoas de facto não merecem a nossa confiança. Certas pessoas não merecem a minha. Porque eu não costumo trair a confiança das pessoas nem costumo fazer mal às pessoas, pelo menos não voluntariamente, acredito o mesmo delas.

“Quem mal não pensa, mal não vê”, já a minha avó dizia.
Quando penso que conheço minimamente alguém, venho a perceber que na verdade não conheço. Eu sou daquelas pessoas que me dou a conhecer com alguma facilidade, muitas vezes sem ter noção de que isso poderá virar-se contra mim. Não me posso esquecer que as pessoas muitas vezes são hipócritas e até podem dizer isto ou aquilo à nossa frente, mas depois nas nossas costas dizem precisamente o contrário.

Sorrisos hipócritas….não preciso, obrigada.
Compreensão fingida….não preciso, obrigada.
Falsos amigos…não preciso, obrigada.

Alguém me disse ainda há pouco tempo qualquer coisa como “Com a idade que tenho, não é agora que vou arranjar novos amigos. Amigos amigos, já eu tenho e não é com quase trinta anos que vou arranjar novos, nem procuro.”

Na altura esse comentário pareceu-me extremamente forte, no entanto tenho vindo a perceber aos poucos o que essa pessoa quis dizer. Não se fazem amigos da noite para o dia, nem dum dia para o outro. A vida, as experiências em comum, o passar dos anos, etc etc, é que vão criando e fortalecendo as amizades. Não considero facilmente qualquer pessoa como amiga, mas tendo a abrir-me com as pessoas como se já soubesse que são dignas da minha confiança quando na verdade não faço a mínima ideia. 
Custa-me desconfiar de pessoas com quem tenha criado alguma empatia, no entanto a verdade é que só assim me poderei proteger e ir descobrindo se a pessoa com quem lido é de facto de confiança ou não.

Até hoje tenho tido sorte e nunca tive grandes problemas por ser tão aberta e transparente com as pessoas. No entanto, a minha vida tem tomado um rumo que implica que eu tenha cuidado, pois as coisas podem rapidamente tornar-se mais complicadas do que aquilo que já são. Se não me tem corrido mal até agora, pois então agora é a melhor altura para eu deixar de ser criança e de acreditar em tudo e em todos. 


É triste mas há de facto certas pessoas que não merecem a nossa confiança.


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Pré-velhice...

Às vezes custa um bocado ler nos anúncios de emprego..."Requisitos : idade entre os 18 e os 25 anos".
A partir dos 25 anos já não somos considerados jovens não é? Pois, a partir dos 25 já não se tem acesso ao cartão jovem...deve querer dizer alguma coisa! Bolas!
O que vale é que acredito que conta não a idade que temos no B.I. mas sim a idade que temos na cabeça...e quanto a isso, sou mais do que jovem!
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Casamento homossexual...

Teria feito mais sentido escrever ontem mas o tempo não dá para tudo não é?
Parece que a lei finalmente passou, embora o nosso presidente pareça ter algumas reservas quanto a isso. Passarei por enquanto a opinião dele para focar-me na minha. Chamem-me egocêntrica mas afinal se escrevo é porque tenho opinião.
Não pude deixar de reparar, enquanto ouvia a notícia na televisão, nos comentários e nas reacções de quem também estava a ver. Os espectadores eram na maioria de meia e terceira idade. Logo aí, já se sabe mais ou menos o que se espera não é? As pessoas da geração dos meus pais e avós têm em geral uma opinião bastante radical quanto a este assunto. Não entendem, não percebem, e mais do que isso, recriminam, condenam!
Seria estúpido e de facto muito radical da minha parte dizer que não entendo a parte deles. Cresceram numa sociedade em que um homem era feito para casar com uma mulher, e uma mulher feita para casar com um homem. Já existia homossexualidade mas não era falado e escondia-se ao máximo. Mais do que pelos padrões da sociedade, são também influenciados pela religião no seio da qual foram criados e “ensinados”. Adão e Eva…e não Adão e João ou Eva e Joana. Logo aí, é-lhes difícil aceitar conceitos diferentes daqueles aos quais sempre foram habituados e que lhes parecem ser a única verdade absoluta e aceitável.
No fundo, todos temos direito à nossa opinião, e ainda bem que ainda é. No entanto, claro que certas frases revoltam, mexem connosco - ou pelo menos comigo – e dão vontade de levantar da cadeira para perguntar…mas qual é o mal? Que mal vos fizeram?
A rejeita deles passa principalmente pelo medo penso eu. Medo do que a diferença poderá fazer, medo de ser “contaminados” por algo que consideram mau e errado.
No entanto, a homossexualidade NÂO É UMA DOENÇA!!! E também ninguém acorda – penso eu – a pensar “Apetece-me ser homossexual!”. Ser-se homossexual não é uma opção. É uma opção sim assumi-lo, agir de acordo com essa certeza ou com esses sentimentos..tudo isso é uma opção sim. Mas o sê-lo não é uma opção! Todos nós temos sentimentos, sensações, etc etc.
Se acham que não e certo apaixonar-se por uma pessoa do mesmo sexo ou agir de acordo com esse amor, pois tampouco é saudável viver-se uma vida de mentiras, obrigar-se a viver ou a ter uma relação com uma pessoa do sexo oposto se o sentimento não existe. Isso é enganar-se a si próprio e pior ainda…enganar a outra pessoa.
A homossexualidade não é uma doença, logo…não tem “cura”. Gostaria que as pessoas deixassem de querer arranjar uma antídoto para isso. Fico doente e revoltada quando vejo casos aberrantes de casas de acolhimento para “curar” homossexuais!
Em certas sociedades e até em certas casas à nossa volta, a homossexualidade é vista como obra do diabo! E aí tenho de perguntar…que mal advém do facto de ser gay ou lésbica?
As pessoas são boas ou más, honestas ou falsas, sérias ou irresponsáveis, independentemente da sua orientação sexual!
Também não aprovo nem sou a favor dos homossexuais que pregam a palavra como que a dizer que “a homossexualidade” é que é, e que acham que toda a gente deveria ser. Cada qual sabe da sua orientação e gosta de quem quiser!
Compreendo que dar o direito de casar aos homossexuais é um passo muito grande, e que isso mexe com muita gente. Se sempre viram os casamentos existirem entre heterossexuais só, pois claro que não compreendem como se dá esse direito aos gays também?
Pois dá-se! E ninguém há de morrer por isso! Podem fechar os olhos e fingir que não existe, mas existe, e cada vez mais. Ou melhor, as pessoas assumem-se cada vez mais. Simplesmente porque não está certo viver escondido. Além disso, o esconder-se só dá mais forças às pessoas para discriminarem. Se escondemos algo, muitas vezes é porque sabemos ou achamos que é algo mau, negativo, errado. Não digo que se deva andar pela rua a clamar alto e bom som a homossexualidade, mas daí a fazer toda uma discriminação, não concordo!
Não é crime, não é ilegal, não tem anda de mau nem de errado. Gays podem e sabem ter relações e vidas sérias com toda a gente…aliás têm vidas e relações sérias como toda a gente!! Trabalham como toda a gente, pagam impostos como toda a gente…não são animais por amor de deus!
Enfim…já estou a escrever demais e não estou a ser objectiva parece-me. Mas precisava escrever.
“Este país está podre!”
É o tipo de coisas que se ouve por vezes quando toca a homossexualidade…e custa-me…


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Em bom português...

"Doutora: Y., escreva aí no contrato "à responsabilidade da doutora X"
Rapaz: Como se escreve responsabilidade?
Doutora: Então oh Y, não sabe escrever responsabilidade??
Rapaz: Eu sei mas como se escreve?
Doutora: Como se pronuncia...res-pon-sa-bi-li-dade
Rapaz: Qual é o "b"?
Doutora: Ah?? Então...só há um "b" em responsabilidade!
Rapaz: Pois tá bem mas que "b" é que é? De vaca ou de bicicleta?
Doutora: Oh Y, então mas não sabe isso?? É "b" de bicicleta!
Rapaz: Ah pronto, é que eu não sei fazer a distinguição..
Doutora: A quê??
Rapaz: A distinguição entre "b" e "v"...não sei fazer.
Doutora: A distinção Y!!!
Rapaz: Pois, isso..."

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