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É uma luta constante...uns dias falta paciência outros dias falta vontade e outros ainda não falta, ou falta tudo ao mesmo tempo.
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Gostas de trabalhar com idosos???

As pessoas perguntam-me imensas vezes se eu não conseguiria arranjar um emprego melhor - i.e melhor do que cuidar de idosos, entenda-se aí "melhor do que mudar fraldas e fazer higienes aos idosos"- como por exemplo um supermercado ou um restaurante...Não levo a mal, mas tenho de dizer...sinceramente, tenho orgulho de cuidar de idosos, dos nossos idosos que são nossos avós, nossos pais e por aí fora... Porque não deixar de ver somente a parte menos agradável e ver o que realmente é....? É cuidar das pessoas que nos criaram a todos, é cuidar das pessoas nas quais um dia nos tornaremos também....
Se é fácil? Não, não é... Para além da parte física que é penosa, é complicado cuidar de pessoas que não estão na posse das suas faculdades por vezes mais básicas como comer pela própria mão, falar, movimentar-se um pouco que seja...é difícil lidar com pessoas que já não têm a cabecinha toda...

"Não te faz diferença?" "És tão nova, não conseguias arranjar outra coisa?"
Faz-me tanta diferença ou talvez até menos do que ouvir reclamações de pessoas todo o dia num café ou na caixa de um supermercado ou atrás de um balcão...

Todos os trabalhos são necessários e alguém tem de os fazer. Não digo que é mais importante haver quem cuide dos idosos do que haver quem nos sirva um café no bar do costume. Simplesmente não entendo por vezes porque custa tanto a certas pessoas ver e entender que é necessário fazê-lo e que é além disso gratificante.

Por isso respondo...não, eu não preferiria trabalhar num supermercado ou num restaurante...eu gosto do que faço. Se é o que ambiciono para mim e para o meu futuro? Não...mas por entre as centenas de empregos que arranjamos fora do nosso ramo, porque precisamos do dinheiro para viver, este é um trabalho que me agrada sim, e espera que haja quem o faça por mim se algum dia eu precisar também.

E tenho dito!
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My own personal aniversary

...2 anos e 1 mês...
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2...

...fazer...
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Sitting, waiting, wishing...

Finalmente fiz aquilo que no fundo queria fazer há muito tempo, mas nunca me havia atrevido....com muito apoio e incentivo dos amigos e "fãs", lá fiz o que tinha a fazer e fui...fui e fiz-me a eles...

Se tive medo? ...Medo não é bem a palavra...andei apavorada desde o momento em que recebi a a mensagem de confirmação até ao próprio dia...até ao momento em que fui de facto mostrar aquilo que valia -espero eu.

Não sei no que irá dar...não quero muito pensar nisso...no entanto quer queira quer não, tenho pensado imenso...fiquei feliz por ter finalmente tido a coragem de o fazer, por não ter recuado nem desistido...
Confesso que pelo caminho, vendo-me meia perdida na capital e a "hora limite" sempre a aproximar-se...confesso que pensei...se não chegar lá às nove, volto para trás...é sinal que não era para acontecer...
No entanto cheguei a horas...porque me esforcei por isso...e fico deveras contente por tê-lo conseguido, por ter ido e feito o que havia prometido a mim própria que faria.

Fico feliz por não ter desiludido ninguém..pelo menos até este ponto...
Tal e qual como eu penso e vou sonhando...sei que quem me quer bem também pensa com certeza e sonha por mim...em eu passar para a fase seguinte, e a outra e a outra, etc....e eu sonho sim, embora preferisse conseguir não sonhar.

Tenho imenso medo de desiludir...se a resposta for negativa, se a mensagem ou chamada não aparecer, vou ficar triste sim...de nada vale dizer o contrário. Alguns disparates -ou não- irão atravessar-me o pensamento...que no fundo eu tinha razão, que eu não era boa ou talentosa o suficiente para conseguir.
E vou ficar triste por saber que as outras pessoas também o vão ficar. Vão ficar tristes por mim e eu por elas...um autêntico ciclo vicioso...

Essas pessoas acreditam tanto em mim que por muito bem que saiba, chega a meter medo...o medo de falhar..de desiludir...

Enfim....uma coisa de cada vez não é?
Então pronto...concorri, fui e cantei....
Agora o resto...só resta mesmo esperar...e fazer figas!


PS: Obrigada A. e J. por todo o apoio e a fé que têm em mim...obrigada por acreditarem em mim, mesmo e principalmente quando eu não acredito.

<3
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Lição de vida...

O pior disto tudo é que no fundo, lá bem no fundinho...tenho quase a certeza que poderia ter estado no meio daquelas pessoas...

Fica a lição de vida....
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Back on track...

Aqui por estas bandas, para se ser feliz, canta-se... :)

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PARABENS....


Hoje o "Em Busca da Felicidade" quer dedicar este post a uma "menina" muito especial...uma Mulher na verdade. Porque hoje essa menina provou que se a felicidade é algo que se adquire com esforço, com luta...é possível sim!

Hoje foi um dia muito...falta-me a palavra...forte em emoções para ela. Um dia em que viu o querido paizinho regressar a casa, após um longo mês de sofrimento, impaciência, revolta no hospital. E esse mês passou com a mesma revolta, o mesmo sofrimento e a mesma impaciência, acrescidos de ansiedade, de angústia, de medo, pavor até diria...mas entre a casa, o trabalho e esse mesmo hospital.

Após um longo mês disso tudo, finalmente pôde ir buscá-lo e trazê-lo para casa, como lhe havia prometido. Durante esse mês, demonstrou uma força incrível, uma resistência sobre-humana, sempre no sentido de ajudar aquele homem que de repente lhe aparecia tão debilitado e frágil .

Carregou-o às costas quase durante esse tempo todo, estando presente a cada dia, sempre com um sorriso para lhe oferecer e mais uma força quando as suas próprias forças pareciam esgotar-se dia após dia.
E hoje, cumpriu a promessa que havia feito a ela própria também...não descansar enquanto ele não pudesse regressar ao ninho, ao lar...e lá está ele.

Se a partir de agora vai ser tudo fácil? Não, não vai...mas hoje não estou aqui para falar disso...hoje estou aqui para prestar homenagem a essa grande Mulher, por toda a força que tem demonstrado, o amor e carinho acima de todo e qualquer limite, a paciência...a forma como foi sempre apoiando o paizinho, umas vezes com as devidas chamadas de atenção e outras vezes com o montão de mimos que só ela lhe conseguia dar e que o conseguiam acalmar quando a sua cabecita parecia querer já escapar para outro mundo...

A caminhada ainda vai ser longa mas hoje é uma grande vitória para essa família mais unida que os dedos da mão...!

 Boa sorte...vai correr tudo bem.



Estes motivos são mais do que suficientes para dedicar um post a esta menina tão especial...no entanto, ainda há mais para comemorar...

Hoje...a menina crescida superou mais uma etapa, mais uma luta feroz que foi travando durante dois anos...hoje ela entrou para a faculdade...!! No meio de tantas candidaturas, de tantas pessoas a quererem entrar, ela conseguiu encontrar o seu lugar por entre as 5 vagas existentes!! PROVA SUPERADA sim...e com imenso êxito!

Vi-a, desculpem a expressão um pouco violenta, esfolar-se viva praticamente para conseguir esse lugar. Noites e noites acordada a estudar, a aperfeiçoar os seus trabalhos até ao mínimo pormenor, esforçar-se acima de qualquer expectativa...
Abdicou muitas vezes do descanso tão desejado, das noitadas, dos passeios...mas valeu tudo a pena, porque hoje ela teve a prova de que o esforço não foi em vão!

Ela hoje provou a mim e a imensa gente que o esforço paga...que a felicidade se atinge mas que é preciso saber não recuar perante os obstáculos, mas sim aprender a contorná-los ou a escalá-los...

Os meus sinceros e sentidos PARABENS para esta menina tão especial...esta Grande Mulher que ainda agora está no início daquilo que se adivinha ser uma longa mas proveitosa caminhada....

Ainda tens tanto para dar e receber linda....desejo-te todo o bem do mundo!
Obrigada pela lição de vida!!

Um beijinho grande…

<3

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Sarah Bettens - Sister




Sister I know there've been times when you didn't think
I was a very good friend
Sister you must think I'm out of my mind
It's a struggle sometimes to pretend
That I know what I'm doing
I know who I am
I know how it works
And I see where it ends
Sister I need you more now than I ever did
I've been thinking again
I've been thinking again

Life can be tricky and sneak up on you
Like a tiger looking for a pray
We've had our share of surprises
There must be a good one coming our way
Cuz we're really all looking
We're really all lost
The less we expect, the smaller the cost
Sister I miss you more now than I ever did
I've been thinking again
I've been thinking again

Things that aren't funny are funny with you
So I'm better when you are around
I might say I don't need any advice
But I'll wear the clothes that I found
In the back of your closet
Wherever you hide
Secrets that nobody ever will find
Sister I love you more now than I ever did
I've been thinking again
I've been thinking again

Sister I love you more now than I ever did
I've been thinking again
I've been thinking again


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Sister...

Tenho quatro irmãos…três irmãos e uma irmã.
Revejo-me um pouco em cada um deles.

A minha irmã tem quase 15 anos a mais do que eu. Desde que deixei a França para vir para cá, vi-a uma única vez, e muito rapidamente. Somos muito diferentes eu e ela parece-me. Ou pelo menos sei que perdemos há muito aquela cumplicidade que tivemos em tempos. Tempos em que eu era uma criança e ela me levava a passear e a brincar no parque. Tempos em que me levava pela mão pelas ruas, me trazia presentes sempre que vinha a casa. Continuo a guardar dois livrinhos muito queridos que ela me trouxe um dia, e num dos quais tinha deixado uma dedicatória com palavras carinhosas e do quanto me adorava. Chamava-me bebé, e eu gostava.

Quando vinha passar o fim-de-semana a casa, eu dormia com ela no sofá cama, ficávamos a ver o filme de terror do sábado à noite no canal 6, e eu tinha medo mas ao mesmo tempo sentia-me segura por estar ali com ela. Acabava sempre por adormecer bem antes de o filme acabar. Mas por muito que a mãe me dissesse para ir para a minha cama, eu queria mesmo era ficar ali com ela.

A verdade é que tenho poucas recordações dela de quando era criança. Tenho alguns flashes de determinados sítios mas sem nenhuma data específica. Lembro-me no entanto de um aniversário meu em que me ofereceu a minha primeira consola de jogos, aquela que eu tanto desejava. Lembro-me de por vezes ir passar o fim-de-semana a casa dela, ela vinha buscar-me no sábado e levava-me de volta no domingo.

Com o tempo mudou muita coisa…teve filhos, os meus sobrinhos, que eu sempre adorei e dos quais fui tomar conta imensas vezes. No entanto já nessa altura se tinha perdido a cumplicidade. Só não consigo dizer se pelo facto de a sua vida ter mudado, por diversos motivos e talvez não os melhores para alguns. Ou se terá sido a altura em que eu fiquei adolescente e pré-adulta, altura em que temos uma certa tendência para achar que sabemos tudo sobre tudo e que não precisamos nem de mimo nem de protecção de ninguém. Talvez tenha também coincidido com a altura em que comecei a ter amizades mais “fortes”, mais “estranhas”…

Muito sinceramente não sei dizer, e por muito que tente analisar, não consigo chegar a nenhuma conclusão.
Por vezes gostaria de poder voltar atrás no tempo e mudar o que quer que tenha causado esse afastamento. Talvez ela tenha tentado e eu não tenha correspondido.

A verdade é que tenho uma irmã mais velha, que vou voltar a ver este ano. E tenho receio. Sinto-me nervosa. Sinto-me nervosa com receio de a ver, de chegar perto dela e sentir que o carinho tenha desaparecido, não o amor por ela mas a vontade de conversar sobre a minha vida, a vontade de partilhar com ela aquilo que sou e aquilo que tenho vivido. A vontade de ser sincera com ela e não de lhe contar e dizer as mesmas coisas que se dizem àquelas pessoas conhecidas mas com as quais não temos nem confiança nem pachorra para entrar em pormenores. Aquelas pessoas a quem dizemos que está tudo bem, simplesmente para encurtar a conversa.

Também tenho receio de sentir a vontade de criar aquele laço de novo mas que ela tenha perdido, como eu perdi em tempos, a vontade de ter aquela cumplicidade.


Tenho uma irmã mais velha, e gosto imenso dela. No entanto não sei o que sinto por ela. Não sei o que me apetece falar com ela, nem os momentos que me apetece passar com ela. E isso dói-me até ao fundo da alma. 


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Sobre mim...





É o silêncio sempre melodioso, a solidão saudável, o pensamento intenso e ao mesmo tempo vago. O olhar atento e os sentidos à flor da pele. O sorriso generoso e o riso sempre sincero. Sim, essas são palavras que me definem bem parece-me.

Sempre acompanhada de música, seja no ouvido, na alma, na ponta dos dedos ou na voz. Existem por vezes sentimentos, pensamentos, sensações…que acabo por não conseguir expressar, seja por sentir falta das palavras, seja por me censurar a mim própria. A música permite-me ser eu mesma sendo ou fingindo ser outra pessoa. A música conta todas as verdades disfarçando-as de ficção.
Eu sou isso mesmo….uma verdade disfarçada de ficção. Vivo a minha felicidade umas vezes com toda a liberdade a que tenho direito e da qual me permito apropriar-me, outras vezes disfarçada daquilo que o meio e a sociedade esperam de mim.

Sou diferente…porque sinto tudo, porque racionalizo pouco, porque vejo com outros olhos, porque encaro de forma diferente, porque gosto de Ti, porque penso incessantemente, porque…porque aparento ser tão igual a toda a gente e no fundo não o sou assim tanto…
Mas vivo sempre em busca da felicidade…da minha e da alheia…e vivo sim….
Vivo a minha felicidade embalando-me das melodias que me definem, rodeando-me dos olhares que me tornaram visível, que me deram consistência.

Sentada assim de viola nas mãos, é mais do que um instrumento que me acompanha. É o presente que o meu pai um dia me fez…a voz da minha mãe a cantarolar pela casa quando eu era criança…o apoio e incentivo dos meus irmãos em levar a minha paixão avante…a ajuda dos amigos nas alturas de dúvida…as suas palmas no meio da audiência…o dia em que conheci a pessoa que passou a ser a minha musa e a outra metade de mim…as músicas que escrevi embalada pelas suas ausências e presenças….
Durante muitos anos, senti-me uma pessoa invisível, sem qualquer importância nem relevância…
Hoje sinto uma enorme gratidão por me sentir capaz de dizer “Sou feliz, sim”. Não me perguntem nem queiram saber se sou rica, se tenho um grande carro, uma casa linda, um trabalho perfeito ou se a minha vida daria um filme daqueles de vos deixar com água na boca.
(…e talvez até deixasse…)

Perguntem-me sim se tenho família, se tenho amigos, se tenho paixões, se tenho amor….
Tenho isso tudo….família...numerosa e solidária…
Amigos…poucos mas verdadeiros pilares…
Paixões…música…e Tu…
Querem saber? Tenho asas até…Verdade! Voo, viajo na minha mente, pelos meus sonhos…sinto-me frequentemente como que a caminhar uns centímetros acima do chão…
Sinto-me visível, sinto-me existir….porque me ensinam a olhar para mim, para saber que outros também me vêem…

Um dia a minha mãe entrou em pânico porque ficou grávida de mim….
18 anos depois o meu pai ofereceu-me uma viola…
9 anos depois conheci A…lguém…
1 ano e meio depois juntei a minha existência a uma paixão que encontrou o seu florescer com a descoberta de alguém…
Hoje….sou EU….nada mais, nada menos.


ps; a Ti...obrigada por me dares "consistência" e me tornares visível...


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Não mais aguardando....

O veredicto caiu...e acabou-se a ilusão. Para mim já é tarde.
Anos a ouvir toda a gente incentivar-me a tentar, a candidatar-me...e eu sempre com a mania do medo...
Merda para mim!
Mais uma saída que eu perdi....mais uma oportunidade desperdiçada....mais uma desilusão....

Nem vale a pena escrever mais sobre isto....contra factos não há argumentos!!

Boa Dora...continua assim!! .....
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À moda do Jerry Maguire

Tanta coisa que eu quereria dizer e não consigo....
Sempre me considerei uma pessoa muito aberta e sem dificuldades para falar, comunicar, conversar com as pessoas sobre mim e as minhas coisas....no entanto, a verdade é que tenho o meu feitio....sim, eu também tenho as minhas coisas, as minhas manias, as minhas falhas...e uma delas é o ser fechada....
Sim, falo muito sobre mim, sobre as minhas coisas, dou-me a conhecer rapidamente mas...há coisas que guardo só para mim, que não converso com ninguém, que não desabafo com ninguém...só mesmo puxando muito por mim, só mesmo quem for ir buscando bocadinhos aqui e bocadinhos ali e juntando as peças...
Só mesmo quem estiver um bocado atento e for apanhando isto e aquilo e comece a juntar A + B...aí sim, acabo por abrir a gaveta e "confessar", desabafar....

Só agora me apercebo verdadeiramente disso....também sou fechada sim. Há coisas que não consigo dizer, que não consigo desabafar. Há coisas que deveriam fazer-me chorar...de medo, de stress, de preocupação...mas não fazem....não por não sentir vontade mas porque nem mesmo nas minhas horas solitárias em que me encontro sozinha comigo própria, não consigo levantar esse véu e deixar-me ir...desabafar quanto mais não seja comigo própria...
Juntar eu mesma as peças de mim própria assusta-me e acabo por bloquear....não me deixar chorar, não me deixar desabafar nem mesmo comigo mesma...que é uma coisa tão simples e muitas vezes tão saudável e natural....
Sou capaz de chorar por tudo e por nada, por um filme, por um desgosto, uma desilusão, um cãozinho abandonado, por saudade....mas quando toca aos meus problemas, meus e só meus, não consigo....

Não consigo nem tampouco escrever as minhas preocupações num caderno que seria meu e só meu...numa folha, num recanto qualquer de um papelinho de rascunho....
E irrita-me tanto aperceber-me disso....aperceber-me disso e não compreender o motivo, não entender o porquê....

Sou fechada até comigo mesma....recuso-me a chorar, a dizer em voz alta que falhei algures, num algures ou talvez em muitos algures....perdi muitas saídas, tomei algumas opções erradas, e apesar de achar que nunca nos devemos arrepender das nossas opções, há que ter no entanto noção dos momentos em que falhámos para podermos realmente arrancar de novo...

Estou a fazê-lo agora há um tempinho para cá...a arrancar de novo...devagar...muito devagarinho...mas custa tanto olhar para trás e perceber que não tenho sido metade daquilo que poderia ser.
Estou à beira dos meus trinta anos e só agora, e porque me encostaram à parede, me apercebo do verdadeiro custo da vida, da felicidade, dos sacrifícios que são necessários para alcançar algo realmente valioso e uma vida satisfatória.
Fartei-me de mim...também eu me fartei de mim sim...e ainda bem que assim foi! Se foi tarde? Acredito que nunca seja tarde para começarmos a tomar as opções certas, no entanto era tão desnecessário passar este tempo todo na ilusão e no comodismo em que me deixei andar...
É como se tivesse deixado outra pessoa ocupar o meu espaço -que sempre foi meu mas não cuidado por mim- e agora regressasse e encontrasse os estragos que essa pessoa fez. Encontro-me agora a ter de recolher os pedaços, de ir juntando tudo de novo para recomeçar do zero.

Não sei como teria conseguido aguentar estes meses todos -talvez anos até- sem o apoio e ajuda de algumas pessoas que sempre estiveram do meu lado, os amigos, os verdadeiros, aqueles que não nos largam mesmo quando vêem que estamos a ir à deriva....Sempre tive bastantes colegas, conhecidos, mas amigos...amigos verdadeiros....contam-se pelos dedos de uma mão....
Devo a eles...aos meus amigos...o facto de ter ultrapassado muitas alturas más, muitas situações complicadas....nunca me largaram, estiveram do meu lado, aconselharam-me, apoiaram-me, repreenderam-me quando o acharam necessário, e cá continuam....
Devo também a uma pessoa muito especial este acordar repentino, este abrir de olhos, esta tomada de consciência....muitos me avisaram, muitos me tentaram orientar antes mas só ela conseguiu fazer-me realmente regressar para a vida, a verdadeira....sair da minha bolinha onde eu me convencia de que estava tudo bem, de que as coisas iriam retomar o seu rumo e que ficaria tudo bem, só assim...do nada....
Devo a ela muito apoio também , muita paciência, muito amor....são uma parte importante do meu combustível....

Acordei para a vida e esse acordar tem sido doloroso....não só por saber que o caminho vai ser longo e cansativo, mas também e principalmente por olhar para trás e perceber o tipo de vida que tenho feito...tudo aquilo que deixei passar-me ao lado....
E comove-me ver que apesar disso tudo, os meus amigos nunca me deixaram ficar para trás....a pessoa que eu amo encheu-se de paciência e completou a força que me faltava com as suas próprias forças...

Não saberia encontrar as palavras certas para agradecer a essas poucas mas valiosas pessoas...
Espero que este simples OBRIGADA vos chegue ao coração, da mesma forma que o vosso apoio, os vossos conselhos, amizade, presença, amor....têm chegado ao meu....
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Um novo medo...

Numa altura em que finalmente aprendi a domar muitos dos meus medos, eis que chega um medo novo...
Sempre fui uma pessoa bastante medricas, confesso...sempre tive alguns receios ou paranóias relacionados com a noite, a escuridão, etc...
À luz dos últimos acontecimentos, tenho-me sentido um tanto-quanto estúpida ou ridícula...
Já há anos que não me lembro de dormir assim apavorada, com a luz acesa e tapada até às orelhas....o meu bom-senso diz-me para não ter medo, que o medo não guarda a casa e que posso até ter direito a um pouco de receio mas daí a ficar assim apavorada, torna-se um exagero...

Sei que é natural ter ficado um pouco abalada, no entanto não me sinto bem assim...não me sinto bem a ter receio de apagar as luzes, de fechar os olhos, etc...não consigo descansar enquanto a luz do dia não aparece, e tudo me parece suspeito...

Sinto-me deveras ridícula...

Mais estranho é saber que se estivesse em casa com outra pessoa e essa pessoa estivesse assustada, eu conseguiria automaticamente pôr o meu medo de lado para sossegar a outra pessoa...sei que se ouvisse algum ruído estranho, dir-lhe-ia para ficar ali quietinha enquanto eu iria ver se estava tudo bem. No entanto, não consigo fazer esse esforço para mim só.

Tenho vindo a aperceber-me de que consigo manter toda a calma em situações de perigo ou assustadoras quando estou acompanhada...não por a presença da outra pessoa me deixar mais sossegada mas simplesmente por querer protegê-la, sossegá-la, por não a querer apavorar mais ainda, por querer ajudá-la a manter a calma também.

No entanto, se as mesmas coisas me acontecem a mim sozinha, tremo, transpiro, fico nervosa, ansiosa, etc...e não tenho explicação para tal. Consigo fazer tudo e mais alguma coisa pelos outros, no entanto para mim custa-me horrores. Tenho vindo a aprender a ser diferente, e sabe bem, muito bem mesmo.
No entanto, nesta situação em especial, não tenho conseguido...
Tenho medo...tenho medo sim....e isso deixa-me extremamente desconfortável. Espero conseguir vencer este fantasma rapidamente e ganhar para mim a mesma força que teria se se tratasse de proteger quem eu amo ou as pessoas que mais importam para mim.

Enfim....logo chegará uma nova noite...veremos como me irei comportar...com calma e bom-senso espero eu...
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Aguardando...

....Tanto me falaram nisso e "pediram" para fazer, que o fiz....
Ganhei e coragem e agora....agora olha....agora é esperar para ver....
Por enquanto não entendem do que se trata mas na devida altura darei mais umas dicas....
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Em busca da felicidade

Nem sempre tomo as opções mais acertadas, nem dou o meu melhor...é a verdade...
Há certas coisas das quais nunca desisto, independentemente das dificuldades...coisas para as quais luto com unhas e dentes, para as quais dou tudo.
E depois há outras coisas que são tão importantes para mim e no entanto não faço nada por elas...ou quase nada. Fico à espera que as coisas me caiam do céu, e enquanto forem caindo, enquanto outras pessoas forem fazendo por mim, deixo-me ficar...no comodismo de me convencer a mim própria de que não sou capaz.

Já sei por experiência que as coisas não se conseguem assim logo à primeira. Já sei que a felicidade é algo que dá trabalho, que não se alcança assim de qualquer forma.
Se ainda há pouco tempo escrevia aqui que andava feliz, pois a verdade é que essa felicidade não chegou de um dia para o outro...deu trabalho, paciência, esforço. Foi preciso lutar, foi preciso tentar e tentar, aos pouquinhos. E mesmo quando não parecia haver hipótese, não deixei de tentar nem desisti.

No entanto, no que toca a outros assuntos que tenho também muito a peito, nunca me esforcei dessa forma.
E isso não é lutar por mim...não é lutar pela minha felicidade. E não pode ser!

Já tentaram muitas vezes incentivar-me, apoiar-me, das formas mais diversas...com carinho, com compreensão...e que fiz eu? Ouvi e convenci-me de que iria mudar isso...."amanhã".
A questão é que não pode haver amanhã nestas coisas. Amanhã já as oportunidades passaram, amanhã já é tarde. E demorei a entender isso, ou pelo menos a po-lo em prática.

Poderia dizer agora que estou decidida a fazer aquilo que é preciso, e não estaria a mentir. Mas não quero dizê-lo. Porque fazer não é o suficiente, são precisos resultados também. E por isso não irei aqui dizer nada disso.

A altura há de chegar em que eu voltar com boas notícias, com provas de que realmente me fiz à vida. E nesse dia, sim, farei aqui a festa convosco.

Obrigada pelo apoio de quem me quer bem.
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Rapidamente...

Um post muito rápido para vos dizer o seguinte....

ANDO FELIZ....

E tudo graças a este pé...e ao resto do corpo que a ele está agarrado.... 

Como dizemos em francês..."c'est le pieds!!" :D
Obrigada "pézinho" por me ter demonstrado que vale sempre a pena lutar e nunca desistir!!

    
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Dia da criança

Parece que é hoje...
Eu diria que é todos os dias!
O dia da criança é principalmente para as crianças, obviamente. Toneladas de actividades e celebrações especiais para elas, e elas merecem sim senhores. No entanto, não tendo filhos nem tendo os meus sobrinhos ou crianças próximas de mim, as crianças de que mais me lembro são mesmos as crianças adultas que conheço, a começar por mim claro.

Pessoalmente, sou criança demais, é um facto. No entanto, é tão importante sabermos guardar a criança que existe em nós - embora sempre com peso e medida. Em alguns de nós, essa criança faz birrinhas, faz beicinho, é egoísta e ciumenta, etc etc...
Mas é também essa criança que nos faz rir à gargalhada como se não houvesse amanhã, é essa criança que nos faz pedir e dar muitos miminhos às pessoas de quem gostamos...é esse criança que nos permite fugir um pouco da realidade também. Não precisamos estar a brincar com crianças para nos apetecer de repente fazer palhaçadas ou fazer caretas.

Eu sou provavelmente a adulta mais criança que conheço e muito embora saiba que isso por vezes me prejudica a mim mas também a quem em rodeia, sei igualmente que é graças a essa criança que continuo a sorrir todos os dias e que consigo por vezes fazer sorrir as pessoas de quem gosto.
É a criança em mim que me puxa pelo braço para ir comprar gomas e trincá-las com o mesmo ânimo como quando tinha 5 anos. É ela também que me faz acreditar nas pessoas, que me faz sempre procurar o melhor nelas, que me faz ter capacidade de perdoar e seguir em frente.

É a criança em mim que me ensinou finalmente a caminhar pela rua sem me preocupar com os olhares alheios, que me faz cantar alto mesmo que a sala esteja cheia.
E mais que tudo...sei que o sorriso que trago na cara todos os dias continua a ser o da criança que já fui e continuo a ser.

Todos somos crianças grandes e é uma pena quando se tenta abafar essa criança e escondê-la...é ela que nos deixa ver desenhos nas nuvens no céu, é ela que nos faz rir quando comemos algodão doce e ficamos com a cara lambuzada de açúcar...é ela que nos faz rir ao ver os desenhos animados dos anos 60 na televisão.

Eu amo essa criança e amo a criança que existe nas pessoas de quem mais gosto!!

Agora, façam o favor de ser felizes e principalmente....de rir!!
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Crédula demais

Certas pessoas não merecem a nossa confiança.

Tenho vindo a descobrir isso com os anos. Tenho tendência a ser bastante inocente e crédula e acredito sempre que as pessoas são boas, até que me provem o contrário. Tal como as crianças, acredito sempre que as pessoas só têm boas intenções. Até que me apercebo que muitas vezes é um erro. Certas pessoas de facto não merecem a nossa confiança. Certas pessoas não merecem a minha. Porque eu não costumo trair a confiança das pessoas nem costumo fazer mal às pessoas, pelo menos não voluntariamente, acredito o mesmo delas.

“Quem mal não pensa, mal não vê”, já a minha avó dizia.
Quando penso que conheço minimamente alguém, venho a perceber que na verdade não conheço. Eu sou daquelas pessoas que me dou a conhecer com alguma facilidade, muitas vezes sem ter noção de que isso poderá virar-se contra mim. Não me posso esquecer que as pessoas muitas vezes são hipócritas e até podem dizer isto ou aquilo à nossa frente, mas depois nas nossas costas dizem precisamente o contrário.

Sorrisos hipócritas….não preciso, obrigada.
Compreensão fingida….não preciso, obrigada.
Falsos amigos…não preciso, obrigada.

Alguém me disse ainda há pouco tempo qualquer coisa como “Com a idade que tenho, não é agora que vou arranjar novos amigos. Amigos amigos, já eu tenho e não é com quase trinta anos que vou arranjar novos, nem procuro.”

Na altura esse comentário pareceu-me extremamente forte, no entanto tenho vindo a perceber aos poucos o que essa pessoa quis dizer. Não se fazem amigos da noite para o dia, nem dum dia para o outro. A vida, as experiências em comum, o passar dos anos, etc etc, é que vão criando e fortalecendo as amizades. Não considero facilmente qualquer pessoa como amiga, mas tendo a abrir-me com as pessoas como se já soubesse que são dignas da minha confiança quando na verdade não faço a mínima ideia. 
Custa-me desconfiar de pessoas com quem tenha criado alguma empatia, no entanto a verdade é que só assim me poderei proteger e ir descobrindo se a pessoa com quem lido é de facto de confiança ou não.

Até hoje tenho tido sorte e nunca tive grandes problemas por ser tão aberta e transparente com as pessoas. No entanto, a minha vida tem tomado um rumo que implica que eu tenha cuidado, pois as coisas podem rapidamente tornar-se mais complicadas do que aquilo que já são. Se não me tem corrido mal até agora, pois então agora é a melhor altura para eu deixar de ser criança e de acreditar em tudo e em todos. 


É triste mas há de facto certas pessoas que não merecem a nossa confiança.


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Pré-velhice...

Às vezes custa um bocado ler nos anúncios de emprego..."Requisitos : idade entre os 18 e os 25 anos".
A partir dos 25 anos já não somos considerados jovens não é? Pois, a partir dos 25 já não se tem acesso ao cartão jovem...deve querer dizer alguma coisa! Bolas!
O que vale é que acredito que conta não a idade que temos no B.I. mas sim a idade que temos na cabeça...e quanto a isso, sou mais do que jovem!
 
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